terça-feira, outubro 02, 2007

Amor eterno


Esse final de semana foi extremamente especial. Especial porque eu tive a oportunidade de entrar em contato com uma das pessoas que eu mais amo na minha vida. Saber que esse amor é correspondido e eterno me deixou mais que feliz. Mas o que realmente me tocou foi saber que essa pessoa está bem, em paz. Que aprova as escolhas que eu fiz. Essa descoberta foi feita no meio de pessoas que eu amo, amigos queridos, para os quais eu entreguei minha alma, sem reservas. Pessoas que estão me ajudando a encontrar meu caminho espiritual, a entrar em contato com a minha deusa. As experiências que eu tenho vivenciado neste último ano são indescritíveis e não há nada no mundo hoje que possa me desviar do meu caminho. Em resumo, estou feliz por ser quem sou e por ter os amigos que tenho.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Independência ou morte!


Esse final de semana celebramos a Independência do Brasil. Mas foi no meu sítio que conquistamos (eu e minha família) uma outra independência, a moral. Foi cara e custosa... Foram mais de dois anos pagando por um serviço que não foi feito, pra uma pessoa que não merecia. Alguém que se esqueceu do significado da palavra gratidão. Um mentiroso, que nos ameaçou, pôs em risco minha casa e quis levar vantagem. Pois bem, o que é do homem o bicho não come, e a nossa terra continua sendo nossa, e após um longo inverno, começa a florescer. Enquanto o outro, bem, não posso dizer que ele saiu perdendo nessa. Mas tudo bem. Pelo menos a nossa consciência está tranquila, pois fizemos o que deveria ser feito. Agora é só curtir a paz que brotou em nossos corações.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Recado


Fui ao seu encontro. A estátua estava sentada em seu trono. Levava comigo uma boneca, linda, toda vestida de bruxinha... Quero um filho, disse. De repente ela olhou pra mim, e sorriu. "Estava a sua espera. Você chegou na hora certa." Não era mais uma estátua, e sim uma moça, linda, altiva. Uma rainha. Deixei a boneca sob seus pés e saí. Nesse momento, as filhas de Ártemis e Cibele chegaram. Tiraram o capuz que estava na boneca e cobriram a cabeça da estátua que, ainda que de pedra, exalava um calor e emanava um brilho próprio dos deuses. Enquanto eu descia, vi as oferendas deixadas por outros que vieram antes de mim. Pedaços de porco pendurados na cerca. Saí feliz, com a certeza de que estou no caminho certo...

segunda-feira, setembro 03, 2007

Amigos


Esse final de semana foi de muitas lições. Amigos entram na nossa vida para celebrar e ensinar. Ganhei uma mãe linda e poderosa e uma família incrível. Aprendi que certas pessoas não podem ter o poder de me irritar, eu é que tenho o dom de deixá-las fazer isso comigo. Então, de agora em diante, basta! Vou viver a minha vida e me dedicar aos meus deuses. Com calma, porque a pressa estressa...

terça-feira, agosto 28, 2007

Rakhi: A Corda do Amor


Rakhi, ou Raksha Bandhan é um dos festivais hindus mais populares. Nesse ano ele cai na Terça-feira, dia 28, primeiro dia de Lua cheia. Essa é uma ocasião que podemos aproveitar para nos unir àqueles que amamos e queremos sempre ao nosso lado. É a celebração do amor fraternal e eu dedico esse texto à minha irmã. Que ela possa ter sempre luz em seu caminho.


A ligação de amor entre um irmão e uma irmã é uma das mais profundas e nobres emoções humanas. 'Raksha Bandhan' ou simplesmente 'Rakhi' é uma ocasião especial para celebrar essa ligação emocional amarrando uma corda sagrada no pulso. Essa corda, que pulsa com o amor de irmã e sentimentos sublimes, é chamada de 'Rakhi'. Significa 'uma ligação de proteção', e Raksha Bandhan significa que o forte deve proteger o fraco de tudo o que é ruim.


O ritual é realizado na lua cheia do mês hindu de Shravan, quando irmãs amarram a sagrada corda Rakhi no pulso direito de seus irmãos, e rezam para que tenham vidas longas. Rakhis são feitas de seda com fios de ouro e prata, lantejoulas bordadas e ornadas com pedras semipreciosas. Esse ritual não apenas estreita o laço de amor entre irmãos e irmãs, mas também transcende os confins da família. Quando uma Rakhi é amarrada no pulso de um amigo querido e vizinhos, ela enfatiza a necessidade de uma vida social harmoniosa, onde cada indivíduo coexiste pacificamente como irmãos e irmãs. Todos os membros da comunidade se comprometem a proteger os outros e a sociedade.


Não é errado dizer que a pulseira da amizade na moda hoje em dia é uma extensão do costume da Rakhi. Quando uma garota sente que um amigo do sexo oposto desenvolveu um tipo de amor forte demais para que ela possa corresponder, ela manda ao rapaz uma Rakhi e transforma o relacionamento em "amor de irmão". Essa é uma ótima maneira de dizer, "vamos ser apenas amigos", sem magoar a outra pessoa.


No norte da Índia, Rakhi Purnima é também chamado Kajri Purnima ou Kajri Navami, quando o trigo e a cevada são semeados, e a deusa Bhagvati é adorada. Nos estados ocidentais, o festival é chamado Nariyal Purnima ou "A Lua Cheia do Coco". No sul, Shravan Purnima é uma ocasião religiosa importante, especialmente para os Brahmins.


Raksha Bandhan é conhecida por muitos nomes: Vish Tarak - a destruidora de veneno, Punya Pradayak - provedora de dádivas, e Pap Nashak - a destruidora de pecados.


Essa forte lidação representada pela Rakhi resultou em inúmeros laços políticos entre reinos e principados. Na história da Índia, as rainhas de Rajout e Maratha enviaram Rakhis até para os reis de Mughal que, apesar de suas diferenças, acalmaram suas "irmãs-Rakhi" oferecendo ajuda e proteção em momentos críticos e honraram a ligação fraternal. Até mesmo alianças matrimoniais foram estabelecidas entre reinos através da troca de Rakhis.


Há uma história que conta que o grande Rei Hindu Porus privou-se de ferir Alexandre, o Grande por que a esposa do último aproximou-se de seu poderoso adversário e amarrou uma Rakhi em sua mão, antes da batalha, implorando a ele que não ferisse seu marido. Rituais como Rakhi, sem dúvida, nos ajuda a facilitar muitas pressões sociais, induz sentimentos de companheirismo, abre canais de expressão, nos dá uma oportunidade de retrabalhar nosso papel como seres humanos e, mais importante, traz alegria a nossas vidas.

"Possam todos ser felizesPossam todos ficar livres de doençasPossam todos contemplar aos deusesQue nenhum esteja em sofrimento."

Essa sempre foi a idéia de uma sociedade hindu ideal.

LENDAS ATRÁS DO FESTIVAL RAKHI

De acordo com uma alusão mitológica, Rakhi era a adoração do deus-mar Varuna. Por isso, oferendas de coco a Varuna, banhos cerimoniais e exposições nas praias acompanham este festival.


Há também mitos que descrevem o ritual como observado por Indrani e Yamuna para seus respectivos irmãos Indra e Yama.Uma vez, Lorde Indra estava quase vencido em uma longa batalha contra os demônios. Cheio de remorso, ele procurou conselho do Guru Brihaspati, que sugeriu para seu ataque o auspicioso dia de Shravan Purnima (lua cheia do mês de Shravan). Naquele dia, a esposa de Indra e Brihaspati amarraram uma croda sagrada no pulso de Indra, que então atacou o demônio com força renovada e o derrotou.


Dessa forma o Raksha Bhandhan simboliza todos os aspectos de proteção do bem contra as forças malignas. Até no grande épico Mahabharata, encontramos Krishna aconselhando Yudhishtthir a amarrar a potente Rakhi para protegê-lo de perigos iminentes.


Nas antigas escrituras Puranik, diz-se que a fortaleza do Rei Bali tinha sido a Raakhi. Por isso, quando amarra-se a Rakhi essa rima é recitada:

Yena baddho Balee raajaa daanavendro mahaabalahtena twaam anubadhnaami rakshe maa chala maa chala

Estou amarrando uma Rakhi em você, como aquela do poderoso demônio Rei Bali. Seja firme, Ó Rakhi, não hesite."

(De Subhamoy Das, traduzido por Sarasvati)

segunda-feira, agosto 20, 2007

Alimentando os Deuses


Esse final de semana foi simplesmente mágico. Mais uma vez fomos nos encontrar com nossos amigos queridos para conversar sobre vida, mitologia e dar muita risada. O tema do encontro foi Ares, o dono da casa, e para isso fizemos comida! Tudo estava literalmente divino. Ares, como um guerreiro, gosta de sabores fortes, comida com muito ferro, pimenta e acidez. O jantar foi com carne de porco e espinafre, tartale, e sauerkraut. A-DO-REI!!! No dia seguinte, a bruxinha italiana nos presenteou com uma sopa de grão de bico que estava tudibão! Mas sem dúvida, o melhor de tudo foi estar com pessoas queridíssimas, trocando idéias e APRENDENDO muito. Eu só tenho a agradecer pelos deuses terem feito com que essas pessoas compartilhassem a minha jornada...

quinta-feira, julho 26, 2007

Achados de Blogmundo

Deuses, como eu adoro blogs! Vivo passeando por eles, pequenas gotas de impressões cosmopolitas deixadas por caminhantes das estradas virtuais de um mundo mais real que a própria realidade. É neles que bebo, que abasteço minha fonte, com pequenos cristais formadores de nuvens que às vezes desabam outras assombram. Hoje achei esse poema que me tirou o fôlego, a calma e me embotou um sentimento difícil de descrever. Fico por aqui, na esperança de que, se alguém chegar a ler esse post, possa também beber um pouco desse jorro cristalino e fresco.



For A Woman To Say To A Man

I want your lips like
the God I am waiting for,
the one God, the bubbling
God of my echoing innocence.

Your stubble is rough and you leave marks
and I bite back hungry
from times having lived
in a violent world,
but when your lips touch,
my bites become brittle
and break and my mouth opens
inviting your tongue, wet.

In despairing dreams in dark
nights your lips repeal the void
and if suddenly you see
blood drenched pillows, kiss,
because your lips
will be for my mouth,
my body,
swabs,
such soft sponges.

I’ll give up my gusto, if you want,
my madness, too, and my breaths, but
do not retreat your lips from
me, in me, upon me.

Do not pull back the burning brands
the molten iron that sizzles
the steam that you make hiss
devilish joy into my skin,
God,
the sudden waves you make, in me, in me,
with the flame in your lips.


(Ali Eteras - http://eteraz.wordpress.com/)

terça-feira, julho 17, 2007

Tapa na Pantera

Ou - Em Busca da Felicidade... hehehehehehe

Quando você estiver meio down, num dia cinzento e chuvoso como esses que a gente vem tendo aqui em São Paulo, passear pelo YouTube é sempre uma ótima idéia!!!

segunda-feira, julho 16, 2007

Om: Símbolo do Absoluto


“O objetivo declarado por todos os Vedas, focado em todas austeridades e que os homens desejam quando levam uma vida de continência... é Om. Essa sílaba é na verdade Brahman. Quem quer que conheça essa sílaba consegue tudo o que desejar. Isso é o melhor apoio, o apoio mais alto. Quem quer que conheça esse apoio é adorado no mundo de Brahma.”
~ Katha Upanishad I


Om ou Aum é de grande importância no Hinduísmo. Esse símbolo é a sílaba sagrada que representa Brahman, o Absoluto impessoal do Hinduísmo - onipotente, onipresente, e a fonte de toda a existência manifesta. Brahman, por si mesmo, é incompreensível; então um símbolo é obrigatório para nos ajudar a entender o Incognoscível. Om representa tanto o aspecto não-manifesto (nirguna) quanto o manifesto (saguna) de Deus. Por isso é chamado de pranava, para significar que ele penetra na vida e corre através de nosso prana ou respiração.

Om na Vida Diária
Apesar de o Om simbolizar o mais profundo conceito da crença hindu, ele é usado diariamente. Os hindus começam seu dia ou qualquer trabalho ou uma viagem expressando Om. O símbolo sagrado é geralmente encontrado no cabeçalho de cartas, no começo de monografias e assim por diante. Muitos hindus, como uma expressão de perfeição espiritual, usam o Om como um pingente. Esse símbolo é santificado em todo templo hindu ou de alguma outra forma nos templos familiares.

É interessante notar que um recém-nascido é trazido ao mundo com esse símbolo. Depois do nascimento, a criança é banhada ritualmente e o símbolo sagrado Om é escrito em sua língua com mel. Então logo no momento do nascimento a sílaba Om é introduzida na vida de um hindu e permanece para sempre com ele como o símbolo da devoção. O Om é também um símbolo popular usado atualmente em arte corporal e tatuagens.

A Sílaba Eterna
De acordo com o Mandukya Upanishad, “Om é a sílaba una eterna da qual tudo que existe é desenvolvimento. O passado, o presente e o futuro estão incluídos nesse som único, e tudo que existe além dessas três formas de tempo está embutido nele também".

A Música do Om
Om não é uma palavra, mas sim uma entonação, que, como música, transcende as barreiras de idade, raça, cultura e até mesmo espécie. Ele é feito de três letras sânscritas, aa, au e ma, que quando combinadas fazem o som Aum ou Om. Acredita-se que ele seja o som básico do mundo e que contenha todos os outros sons. Ele sozinho é um mantra ou oração. Se repetido com a entonação correta, ele pode ressoar pelo corpo de forma que o som penetre no centro do ser, a atman ou alma.

Há harmonia, paz e glória nesse som simples, mas profundamente filosófico. Vibrando a sílaba sagrada Om, a combinação suprema de letras, se alguém pensar na Personalidade Última da Divindade e deixar seu corpo, ele com certeza alcançará o estado último de eternidade, diz o Bhagavad Gita.

A Visão do Om
O Om tem um ponto de vista dualístico. Por um lado, ele projeta a mente além do imediato para o que é abstrato e inexpressível. Por outro lado ele faz o absoluto mais tangível e compreensível. Ele contém todas as potencialidade e possibilidades; ele é tudo o que foi, é, ou ainda vai ser. Ele é onpotente e por isso continua indefinido.

O poder do Om

Durante a meditação, uando nós entoamos Om, nós criamos dentro de nós uma vibração que harmoniza simpatia com a vibração cósmica e nós começamos a pensar universalmente. O silêncio momentâneo entre cada entoação se torna palpável. A mente se move entre os opostos de som e silêncio até que, por último, ela cessa o som. No silêncio, o único pensamento - Om - é dissipado; não há pensamento. Esse é o estado de transe, onde a mente e o intelecto são transcendidos à medida que o Eu Individual se funde com o Eu Infinito no momento religioso da realização. É um momento quando os assuntos mundanos são perdidos no desejo pelo universal. Tal é o poder imensurável de Om.

Subhamoy Das (traduzido por Sarasvati)